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Vale anuncia “briquete verde” que pode reduzir em até 10% as emissões de CO2


A Vale apresenta  (9/09/2021), durante reunião virtual com analistas de mercado, um novo produto, desenvolvido pela empresa ao longo de quase 20 anos, que poderá reduzir em até 10% a emissão de gases do efeito estufa (GEE) na produção de aço de seus clientes siderúrgicos. O “briquete verde” é formado por minério de ferro e uma solução tecnológica de aglomerantes, que inclui em sua composição areia proveniente do tratamento de rejeitos de mineração, e é capaz de resistir à temperatura elevada do alto-forno sem se desintegrar. A redução de GEE ocorre porque o produto permite ao siderurgista reduzir a dependência da sinterização, processo anterior à produção do aço no qual há a aglomeração do fino de minério de ferro (sinter feed).
 
A sinterização demanda o uso intensivo de combustíveis fósseis para o alcance de uma temperatura de processo em torno de 1.300 oC. Já o briquete da Vale é considerado um aglomerado a frio, no qual não ocorre queima, mas uma cura a uma temperatura entre 200 e 250 oC, demandando menos energia. O produto reduz ainda a emissão de particulados e de gases como dióxido de enxofre (SOX) e o óxido de nitrogênio (NOX), além de dispensar o uso da água na sua produção.
 
O “briquete verde” está incluído na estratégia da Vale de reduzir em 15% as suas emissões de escopo 3, relativas à cadeia de valor, até 2035. Em números absolutos, o compromisso de redução soma 90 milhões de toneladas de carbono equivalente (MtCO2e), volume igual às emissões de energia do Chile de 2018, ano-base usado na meta de escopo 31 . Hoje, 98% das emissões totais da Vale são relativas à sua cadeia de fornecedores e clientes.
 
Figura
Figura Figura mostra as vantagens da briquetagem em relação à pelotização e à sinterização
 
 
“O ‘briquete verde’ faz parte da linha de evolução dos produtos de minério de ferro oferecidos pela Vale ao longo de sua história, resultado de investimentos expressivos em pesquisa e inovação. Até os anos 1960, nosso produto básico era o granulado de alto teor de ferro, o lump. Com a queda da oferta do lump, implantamos as primeiras usinas de pelotização no Brasil, que permitiram o aproveitamento do minério fino (pellet feed) e seguem sendo importantes para a cadeia siderúrgica. Agora, temos o ‘briquete verde’, que vai revolucionar o processo de produção do aço”, explica o vice-presidente executivo de Ferrosos, Marcello Spinelli.
 
A produção do “briquete verde” será, inicialmente, realizada nas usinas 1 e 2 de pelotização, na Unidade Tubarão, em Vitória (ES), que estão sendo convertidas para este fim; e no Complexo de Vargem Grande, em Minas Gerais, onde está sendo instalada uma nova planta. A capacidade inicial de produção é de aproximadamente 7 milhões de toneladas por ano. O start up das três plantas está previsto para 2023. O investimento soma US$ 185 milhões. A estimativa é de que, no longo prazo, a companhia tenha capacidade para produzir acima de 50 milhões de toneladas por ano2 de “briquete verde”, o que levaria a um potencial de redução de emissão superior a 6 milhões de toneladas de carbono equivalente por ano (MtCo2e/ano) com uso da tecnologia.
 
“O ‘briquete verde’ faz parte da linha de evolução dos produtos de minério de ferro oferecidos pela Vale ao longo de sua história, resultado de investimentos expressivos em pesquisa e inovação. Até os anos 1960, nosso produto básico era o granulado de alto teor de ferro, o lump. Com a queda da oferta do lump, implantamos as primeiras usinas de pelotização no Brasil, que permitiram o aproveitamento do minério fino (pellet feed) e seguem sendo importantes para a cadeia siderúrgica. Agora, temos o ‘briquete verde’, que vai revolucionar o processo de produção do aço”, explica o vice-presidente executivo de Ferrosos, Marcello Spinelli.

A produção do “briquete verde” será, inicialmente, realizada nas usinas 1 e 2 de pelotização, na Unidade Tubarão, em Vitória (ES), que estão sendo convertidas para este fim; e no Complexo de Vargem Grande, em Minas Gerais, onde está sendo instalada uma nova planta. A capacidade inicial de produção é de aproximadamente 7 milhões de toneladas por ano. O start up das três plantas está previsto para 2023. O investimento soma US$ 185 milhões. A estimativa é de que, no longo prazo, a companhia tenha capacidade para produzir acima de 50 milhões de toneladas por ano2 de “briquete verde”, o que levaria a um potencial de redução de emissão superior a 6 milhões de toneladas de carbono equivalente por ano (MtCo2e/ano) com uso da tecnologia.
 
O novo produto começou a ser desenvolvido em 2004 por pesquisadores da então Gerência de Tecnologia de Ferrosos da Vale, em Vitória (ES). Em 2008, a gerência foi absorvida pelo Centro de Tecnologia de Ferrosos (CTF), em Nova Lima (MG), onde continuaram os estudos sobre o briquete. O CTF é uma unidade de pesquisa de alto nível que foi criada pela companhia com função de desenvolver produtos que melhorem o desempenho dos processos industriais dos clientes siderúrgicos da Vale.

Os primeiros testes industriais ocorreram em 2019 em forno a carvão vegetal. Em 2020, foram realizados testes em forno a coque de grande escala. “A partir dos resultados satisfatórios, consideramos que estávamos prontos para iniciar a construção das primeiras plantas para lançar o produto comercialmente”, afirma o diretor de Marketing de Ferrosos, Rogerio Nogueira.

Desde que anunciou a meta de escopo 3, a Vale vem formalizando parcerias com clientes siderúrgicos para discutir projetos de descarbonização. Em memorando de entendimento (MoU) firmado com a Ternium, no último dia 19 de agosto, por exemplo, foi acordado o início dos estudos técnicos e econômicos para avaliar a viabilidade da construção de uma planta de “briquete verde” localizada nas instalações da siderúrgica no Brasil.

Como parte do plano de atendimento de sua meta de escopo 3, a Vale também está investindo na concentração magnética a seco de minérios de baixo teor - o Fines Dry Magnetic Separation (FDMS) - e em soluções sustentáveis de insumo rico para a produção de aço tanto em aciarias elétricas como em alto-forno de siderúrgicas integradas.

Net Zero
A meta de redução de escopo 3 faz parte da estratégia da Vale de zerar suas emissões líquidas de carbono diretas e indiretas (escopos 1 e 2) até 2050. Para isso, a empresa vai investir entre US$ 4 e US$ 6 bilhões para reduzir em 33% essas emissões até 2030. É o maior investimento já comprometido pela indústria da mineração para o combate às mudanças climáticas. As emissões residuais serão neutralizadas por mecanismos de compensação. Todas as metas de redução de emissões da Vale estão alinhadas com a ambição do Acordo de Paris de limitar o aquecimento global abaixo de 2ºC até o fim do século.

Os dados das emissões de energia do Chile são da Agência Internacional de Energia. 
Estimativa sujeita a confirmação através de estudos de viabilidade, aprovações internas de novos projetos e condições de mercado.