Higienização das mãos pode diminuir em 40% casos de infecção em ambiente hospitalar

  • Postado dia 22 de Outubro de 2015

Associação médica realiza ações de conscientização em Salvador
 
A higienização das mãos é a principal medida de prevenção de infecções relacionadas aos cuidados de saúde. Estima-se que a correta lavagem das mãos de profissionais e visitantes de pacientes internados pode diminuir em 40% os casos de infecções. O dado é da Organização Mundial de Saúde.
 
De 27 a 29 de outubro, a Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB) e a Sociedade de Terapia Intensiva da Bahia (SOTIBA) promoverão ação de conscientização de profissionais de saúde e população sobre a importância da correta higienização das mãos. Para tal, levarão para o Hospital das Clínicas – HUPES, localizado na Rua Augusto Viana S/N, uma “Carreta” equipada com simuladores e aparelhos de alta tecnologia para oferecer treinamento in loco.
 
“A ação marca o fechamento da Campanha Prevenção da Infecção na UTI e abre as atividades do XX Congresso Brasileiro de Medicina Intensiva, que acontecerá de 5 a 7 de novembro, na Costa do Sauípe”, explicou o médico Dr. Amadeu Martinez (BA), presidente do XX CBMI.
 
Durante os três dias, todos os visitantes do HUPES serão abordados por profissionais que explicarão a importância da lavagem das mãos antes de visitar o paciente e ao sair do hospital. Na ocasião, receberão um material que ensina com ilustrações os 9 passos para a higienização das mãos (em anexo).
 
“Embora seja uma medida extremamente simples, as taxas de adesão a essa medida são muito baixas, chegando a apenas 70% nos centros que apresentam os menores índices de infecção”, disse o médico intensivista Dr. Thiago Lisboa (RS), coordenador da Campanha.
 
Além disso, a AMIB promoverá palestras sobre o tema, sendo que o último horário da programação é reservado para uma apresentação especialmente elaborada para a população, com o tema “Apresentando a UTI à família: quebrando mitos”.
 
Sobre Infecções em ambiente hospitalar - os índices de infecção nos hospitais brasileiros são preocupantes, principalmente no ambiente de cuidados intensivos. Os dados nacionais indicam que cerca de 60% dos pacientes internados nas unidades de terapia intensiva têm infecção e que 70% recebem tratamento com antibióticos em algum momento de sua permanência.
 
A mortalidade global associada à infecção nas UTIs brasileiras é de 40%. Porém esse índice é bastante variável, mudando de acordo com o tipo de UTI (geral, cirúrgica, de trauma, por exemplo), tipo de hospital (terciário, universitário e de baixa ou alta complexidade) e diferentes regiões do Brasil. A preocupação maior está nas bactérias Gram-Negativas, que correspondem pelo menos a 50% dos episódios de infecções adquiridas nas unidades de terapia intensiva, especialmente aquelas que expressam mecanismos de resistência aos antibióticos disponíveis.
 
Diante desse cenário, a Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB) promove de abril a novembro de 2015, a Campanha Nacional “Prevenção da Infecção na UTI”. A associação elencou sete pontos importantes que devem ser observados no seu combate: Higienização das Mãos; o Uso Racional de Antimicrobianos; o Uso Adequado das Precauções de Contato; o Rastreio e Medidas de Isolamento dos Casos; a Vigilância Epidemiológica; a Limpeza Adequada do Ambiente; e a Educação Continuada dos Profissionais de Saúde.

Fonte: Plano A Comunicação e Eventos.

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