Ciência e universidade é tema de episódio inédito da série Galáxias - Olhares sobre o Brasil

  • Com direção de Isa Grinspum Ferraz, o programa vai ao ar dia 28/10, quarta, às 21h, no SescTV
  • Postado dia 22 de Outubro de 2015

 
Episódio Ciência e Universidade, da série Galáxias – Olhares sobre o Brasil, traz depoimentos de pensadores de diversas áreas sobre o ensino superior no País. Eles comentam temas como: a importância que a sociedade dá à universidade; o que é preciso para melhorar o acesso à ciência e à tecnologia; a qualidade do ensino superior; e o sistema de cotas raciais. Com direção de Isa Grinspum Ferraz, o programa vai ao ar no dia 28/10, quarta, às 21h, no SescTV. A série é uma parceria entre o canal e o Instituto de Estudos Brasileiros da Universidade de São Paulo (IEB) - que, além de conceber o programa em termos acadêmicos, disponibilizou o acervo para pesquisas e imagens de obras de arte.
 
“Há um certo fosso entre a universidade como instituição e a sociedade brasileira em geral”, diz o filósofo e ensaísta Francisco Bosco. Para o antropólogo Eduardo Viveiros de Castro, a sociedade tem dificuldade em perceber a importância da universidade para suas vidas. “Talvez isso deva ser atribuído ao fato de que o Brasil nunca foi uma população letrada”, explica. “A universidade tem como um dos seus atributos fundamentais e necessários a produção de pesquisa avançada”, conclui. Para o antropólogo, o retorno social dessa produção só acontecerá em médio e longo prazo.
 
 
Na opinião da geneticista Mayana Zatz, a ciência e a tecnologia são elementos fundamentais para o crescimento da educação no Brasil. Jaime Amorim, Dirigente do MST, fala que houve melhora do ensino nos últimos anos com o aumento do número de universidades e de campi das federais, além do surgimento de mais escolas técnicas. “Mas isso não é o suficiente”, acredita. O antropólogo e ensaísta Antonio Risério confessa não ter certeza de como pode lidar com esse assunto. “Eu também não concordo com a proliferação das universidades do jeito que fizeram. Não tem qualidade, não tem critério”, expõe. 
Sobre o sistema de cotas raciais, a maioria dos entrevistados diz que é a favor. Para Kleber Mendonça Filho, cineasta e crítico de arte, o sistema tenta consertar um problema estrutural. Para o rapper Emicida, já deveria existir desde a Abolição da Escravatura (1888). “Não dá para você refletir e achar que o branco e o preto, brasileiros, estão em condição de igualdade”, comenta. Mas será que as cotas aumentam o racismo no Brasil? Segundo Bosco, pesquisas comprovam que não. Para o artista plástico Daniel Melim, as cotas são para resolver questões emergenciais e não podem ser permanentes.
 
 
Mas, como nem tudo agrada a todos, o líder indígena Ailton Krenak pensa nas cotas como uma maneira de atrair o índio para uma informação que não faz parte da tradição dele. “Ele vai compartilhar o quê do conhecimento dele com essa universidade?”, questiona. O arquiteto e urbanista Paulo Mendes da Rocha também expressa sua opinião. “É uma forma degenerada de proteger”. Para ele, o sistema de cotas raciais expõe a fragilidade para obter o privilégio. 
 
O episódio trata ainda da integração entre universidade e empresa e traz vídeos do coletivo Mídia Ninja, captadas nas manifestações de 2013, e de protestos do MST que ocorrem em Brasília nos últimos anos.
 
 
Entrevistados: Francisco Bosco (filósofo e ensaísta), Antonio Risério (antropólogo e ensaísta), Eduardo Viveiros de Castro (antropólogo), Jessé Souza (sociólogo), Mayana Zatz (geneticista), Emicida (rapper), Jaime Amorim (dirigente do MST), Ailton Krenak (líder indígena), Mário Magalhães (jornalista), Paulo Mendes da Rocha (arquiteto e urbanista), Moacir dos Anjos (curador e crítico de arte), Daniel Melim (artista plástico), Kleber Mendonça Filho (cineasta).
 
Sobre a série Galáxias – Olhares sobre o Brasil
Galáxias debate diversos assuntos, como meio ambiente, movimentos sociais e diversidade nacional. Para discutir os temas, foram convidadas 15 personalidades. São acadêmicos, pensadores, cientistas, escritores e artistas, como o antropólogo Eduardo Viveiros de Castro; o músico, compositor e ensaísta José Miguel Wisnik, o rapper Emicida, o arquiteto Paulo Mendes da Rocha, a geneticista Mayana Zatz e o antropólogo e ensaísta Antonio Risério. Todas as quartas-feiras, às 21h, a série exibe um novo episódio, totalizando 12, com 26’ cada, permeados com fotos do coletivo Mídia Ninja, vídeos de Cao Guimarães e trilha sonora do DJ Dolores.
 
Sobre o SescTV: 
 
SescTV é um canal de difusão cultural do Sesc em São Paulo, distribuído gratuitamente, que tem como missão ampliar a ação do Sesc para todo o Brasil. Sua grade de programação é permeada por espetáculos, documentários, filmes e entrevistas. As atrações apresentam shows gravados ao vivo com grandes nomes da música e da dança. Documentários sobre artes visuais, teatro e sociedade abordam nomes, fatos e ideias da cultura brasileira. Ciclos temáticos de filmes e programas de entrevistas sobre literatura, cinema e outras artes também estão presentes na programação.
 
SERVIÇO:
 
Galáxias – Olhares sobre o Brasil
Ciência e Universidade
Estreia: 28/10, quarta, às 21h
Reapresentações: 29/10, quinta, às 14h30; 30/10, sexta, às 17h; 31/10, sábado, às 20h; 1/11, domingo, às 14h e às 22h30; 2/11, segunda, às 9h; e 3/11, terça, às 12h.
Classificação indicativa: Livre
Direção: Isa Grinspum Ferraz
Produção: Texto e Imagem
Duração: 26’
 
Para sintonizar o SescTV:
Canal 128, da Oi TV 
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Fonte: Sesc TV.

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