'Sem educação, o Brasil não sairá do lugar', afirma vice-presidente da Fundação Itaú Social no 2º Fórum Nacional de Educação LIDE

  • Rafael Lucchesi, Viviane Senna, Antonio Jacinto Matias, João Doria Jr. e Osmar Zogbi (Foto de Gustavo Rampini/Anderson Timóteo)
  • Postado dia 22 de Outubro de 2015

Reunindo educadores, autoridades, líderes e empresários na capital paulista, evento debateu a qualidade da educação como um dos principais desafios para a competividade nacional

 
Jacinto Matias, vice-presidente da Fundação Itaú Social, conclamou a necessidade do Brasil dar prioridade à educação. “Sem ela, o País não sairá do lugar. Se tivermos força de vontade, vamos conseguir mudar o Brasil”, afirmou. A afirmação foi complementada por Viviane Senna, presidente do Instituto Ayrton Senna, ao dizer que “o combustível do conhecimento é a educação”. As declarações foram feitas no 2º FÓRUM NACIONAL DE EDUCAÇÃO, que debateu a “Educação como Ferramenta Estratégica para o Desenvolvimento da Inovação”, na manhã desta quarta-feira, 21 de outubro, no Hotel Grand Hyatt, na capital paulista. “Mais da metade da riqueza produzida no mundo está relacionada ao conhecimento. O Google, por exemplo, empresa intangível, vale quatro vezes o PIB da Bolívia” definiu Viviane.
 
Juntamente com o LIDE – Grupo de Líderes Empresariais, comandado por João Doria, presidente do Comitê Executivo do Grupo, o evento foi realizado em parceria com o Instituto Ayrton Senna, liderado por Viviane Senna, e o LIDE Educação, presidido por Osmar Zogbi, e reuniu educadores, autoridades, líderes e empresários.
 
Também presente na abertura do primeiro painel, intitulado “Educação Como Alavanca da Inovação”, o governador Geraldo Alckmin reforçou que o País e o mundo passam por um tempo de mudanças rápidas. Citou, como exemplo, o trabalho de corte de cana de açúcar que antigamente era feito manualmente e agora, está todo informatizado. “Criamos o curso de tecnólogo de mecânica de equipamento de precisão, para resgatar esse trabalhador em extinção”, destacou, enfatizando que as ETECs (Escola Técnica Estadual de São Paulo) e FATECs (Faculdade de Tecnologia de São Paulo) fazem o bom casamento da necessidade do mercado com mão de obra capacitada.
 
Participantes do Fórum exemplificaram “gaps” da educação no País: “Apenas 1% da população brasileira tem influência em outro idioma”, destacou Milton Isidro, da Rosetta Stones, enquanto que Gustavo Ioschpe, CEO da Big Data, reforçou que “74% da população adulta brasileira não consegue compreender um texto simples”. 
Segundo o economista, 4,9 brasileiros produzem o mesmo que um trabalhador americano. “Escolaridade está diretamente ligada à qualidade. Para resolver, devemos atuar com foco no tripé: formação dos professores, práticas de sala de aula e qualificação dos gestores”, frisou. Segundo ele, os pais brasileiros desconhecem a qualidade do ensino das escolas de seus filhos: “O ensino recebeu nota média de 8,6 dos pais contra 4,2 do IDEB-Índice de Desenvolvimento da Educação Básica. Temos uma realidade africana e uma percepção finlandesa”. Para o CEO da Big Data, o setor privado deve se organizar para cobrar do Poder Público e não tentar substitui-lo. “Educação não é investimento social, é estratégico. Ao buscar soluções para a área, temos que peitar entidades de classe, por exemplo”, afirmou Ioschpe.
 
Marcos Mendonça, presidente da TV Cultura, destacou que a emissora pública está sempre envolvida na questão educacional. Para Rafael Lucchesi, diretor de Educação do SENAI (Serviço Nacional de Aprendizagem da Indústria), é necessário unir o projeto educacional ao projeto de País. “A maior tragédia que nós temos no sistema educacional brasileiro, atualmente, é a evasão dos jovens”, salientou. Para João Doria, a revolução da educação deve ser feita para os mais carentes.
 
No segundo painel, sobre “Inovação em Prol da Educação”, Antonio Moraes, diretor da Microsoft, destacou que, além de estimular o aprendizado de matemática, cálculo e língua portuguesa, a empresa incentiva o trabalho em grupo. “Educação é tudo e a tecnologia pode salvar vidas”. Para Flavio Battel, vice-presidente da Steelcase, “o professor não é detentor do conhecimento, mas sim um facilitador”. “O desafio não é simples, não adianta colocar mais insumos. Essa lógica brasileira está equivocada. Na minha avaliação, o caminho é ter uma gestão eficiente de processos, semelhante ao que acontece em uma empresa. Inclusive dentro de sala de aula”, completou Viviane Senna.
 
Ricardo Paes de Barros, economista-chefe do Instituto Ayrton Senna, abriu o terceiro painel sobre o “Impacto da Educação no Desenvolvimento Socioeconômico”, afirmando que produtividade tem tudo a ver com educação. Segundo Barros, nações com um ano mais de escolaridade têm produtividade do trabalho 25% maior. “Apesar de termos avançado, temos resultados muito medíocres perto dos desafios que temos pela frente. O Brasil está atrás de países como o Chile. A gente não precisa de um movimento, mas sim de uma revolução educacional”, preconizou.
 
Segundo Barros, o Brasil aumentou o salário dos trabalhadores em 30%, em particular dos trabalhadores menos qualificados e mais pobres, a produtividade cresceu 10% e o salário, 30%. “A habilidade de um país para melhorar sua qualidade de vida depende praticamente de melhorá-la para os trabalhadores”, ponderou. Barros lembrou, ainda, que o Brasil será o primeiro país a fazer uma transição demográfica rápida sem usar o bônus que outras sociedades fizeram. “Deixaremos de ser uma nação jovem, para um país de idosos. O Brasil está no meio do processo em que a força de trabalho cresce mais rápido do que a população. Esta é a hora de investir, para ter fôlego quando o cenário mudar”, completou.
 
Ao ser homenageado ao final do Fórum, Jacinto Matias, vice-presidente da Fundação Itaú Social, e diretor-executivo do Instituto Itaú Cultural, conclamou a necessidade do Brasil dar prioridade à educação. “Sem ela, o País não sairá do lugar. Se tivermos força de vontade, vamos conseguir mudar o Brasil”, afirmou. As empresas Fundação Itaú Social, Fundação Siemens, Telefônica Vivo, Evobooks, Geekie, Qmágico, Accenture, Microsoft e Samba Tech, também foram homenageadas com o Prêmio SESI SENAI LIDE EDUCAÇÃO.
 
Com patrocínio da CNI, SESI, SENAI e IEL, o FÓRUM NACIONAL DE EDUCAÇÃO contou com o apoio da ACCENTURE, FS, REDE TV e ROSETTA STONE. GRUPO IBEP EDUCAÇÃO, LOG & PRINT e STEEL CASE foram colaboradores. Como fornecedores oficiais estavam CDN COMUNICAÇÃO, DE LONGHI, ECCAPLAN, INFORMAR SAÚDE e TALENT. GRUPO COMPANHIA, as rádios ELDORADO FM e ESTADÃO, REDE TV, REVISTA LIDE, TV CULTURA e TV LIDE foram mídia partners.
 
SOBRE O LIDE - Fundado em junho de 2003, o LIDE - Grupo de Líderes Empresariais possui doze anos de atuação. Atualmente tem 1.700 empresas filiadas (com as unidades regionais e internacionais), que representam 52% do PIB privado brasileiro. O objetivo do Grupo é difundir e fortalecer os princípios éticos de governança corporativa no Brasil, promover e incentivar as relações empresariais e sensibilizar o apoio privado para educação, sustentabilidade e programas comunitários. Para isso, são realizados inúmeros eventos ao longo do ano, promovendo a integração entre empresas, organizações, entidades privadas e representantes do poder público, por meio de debates, seminários e fóruns de negócios.
 
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Rose Rocha
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Fonte: CDN São Paulo.

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