Grevistas da UFF fazem assembleia amanhã para definir rumos do movimento

  • Postado dia 08 de Junho de 2015

Professores, funcionários terceirizados e alunos que estão em greve na Universidade Federal Fluminense (UFF) vão fazer, amanhã (9), assembleia para discutir os rumos da paralisação que começou no dia 28 de maio. O encontro está marcado para as 15h, no auditório do campus do Gragoatá, em Niterói, região metropolitana do Rio de Janeiro.
 
Entre as reivindicações estão reajuste salarial, reformulação da carreira docente, retorno dos recursos da educação – reduzidos com o corte de gastos do governo –, pagamento em dia dos funcionários terceirizados e o compromisso com a continuação das obras de expansão da universidade. “A gente quer a finalização das obras de infraestrutura da universidade. Tem um monte de campi que não tem prédio, e o pessoal está tendo aula em container”, disse a presidenta da Associação dos Docentes da UFF (ADUFF), Renata Vereza, à Agência Brasil.
 
Ela ressaltou que a greve atinge de forma diferente os diversos prédios da universidade. No campus de Friburgo, na região serrana, a adesão foi de 100%. Já no de Campos dos Goytacazes, no norte fluminense, atingiu quase a totalidade, e da mesma forma no campus do Gragoatá. Os grevistas, segundo ela, permanecem na expectativa de retomada de negociações com a reitoria, que “suspendeu as negociações tanto com os docentes quanto com os alunos. Os terceirizados mais uma vez estão sem salários. Eles receberam o mês passado superatrasado e neste mês tinham que ter recebido até o dia 5, o que ainda não aconteceu. Amanhã a gente deve se posicionar na assembleia sobre a reitoria”, explicou.
 
Renata Vereza, que é professora de história, acrescentou que o movimento grevista aguarda também uma resposta do governo federal. “Quem determina o tempo da greve é sempre o governo. Quem diz se a greve é longa é o governo quando ele demora a negociar”, avaliou, destacando que os grevistas cobram do governo e da reitoria a abertura de canais de negociação. “A suspensão da greve, ou não, depende do governo ou da reitoria. A gente já se colocou para a negociação e espera que eles deem retorno. Até agora o retorno foi zero”, disse.
 
Para o superintendente de Comunicação Social da UFF, Afonso de Albuquerque, a paralisação alcançou 40% dos profissionais, mas não é dirigida à universidade em particular, porque faz parte de uma greve nacional das entidades federais de ensino. “Ela é uma greve nacional, convocada pelo Andes [Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior], que não alcançou efeitos nacionais, porque muitas universidades não aderiram. É uma greve nacional com adesão limitada”, analisou.
 
O porta-voz da UFF disse que muitas das reivindicações feitas pelo movimento dependem da liberação de recursos pelo Ministério da Educação, e por isso a UFF não pode atender de imediato. “A reitoria não dispõe do poder de aumentar salário. Isto está fora do alcance da reitoria. As obras dependem de Orçamento do governo federal, e neste sentido também não estão ao alcance da reitoria”, esclareceu.
 
Afonso de Albuquerque lembrou que as dificuldades aumentaram porque neste momento o governo federal passa por um período de restrições orçamentárias. “Não apenas os custos aumentaram, como os recursos diminuíram. Esta é a situação”, indicou.
 
O porta-voz disse que a reitoria negociou com representantes dos professores, funcionários e alunos para que fosse suspensa a ocupação que um grupo de alunos fez nas instalações da reitoria, no fim de maio. “A preocupação da reitoria é de, em primeiro lugar, garantir o direito constitucional de ir e vir, os direitos das pessoas trabalharem e frequentarem um espaço público. Em segundo lugar, a reitoria tem a preocupação de evitar que a reintegração desse espaço se faça de maneira violenta. Então, todo esforço da universidade foi na busca de um consenso”, apontou.

Fonte: Da redação (publicobrasil.com.br), com Agência Brasil

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