Jair Bolsonaro defende voto impresso, TSE considera PEC como volta ao passado

  • “A emenda busca garantir, quando da implementação da reforma eleitoral, a possibilidade de ratificação do resultado de votação, o qual, uma vez divulgado pela Justiça Eleitoral, ficaria submetido à homologação decorrente da ratificação dos votos por meio da conferência das cédulas físicas, em sendo caso”, afirma Jair Bolsonaro. (Foto: Arq/Ag.Câmara)
  • Postado dia 28 de Maio de 2015

BRASÍLIA - O deputado Jair Bolsonaro, do PP fluminense, apresentou Emenda a PEC 344-A que torna a expedição de cédulas físicas no processo de votação e apuração das eleições e plebiscitos e  referendos, a serem depositados em urnas indevassáveis, para fins de auditoria em casos de suspeição arguida por qualquer partido político.  “A urna eletrônica, embora tenha representado a modernização do processo eleitoral, garantido celeridade tanto na votação quanto na apuração das eleições, é alvo de críticas constantes no que se refere à confiabilidade dos resultados apurados, além de outros riscos deveras discutidos em diversos cenários”, justificou o deputado.
 
“A emenda busca garantir, quando da implementação da reforma eleitoral, a possibilidade de ratificação do resultado de votação, o qual, uma vez divulgado pela Justiça Eleitoral, ficaria submetido à homologação decorrente da ratificação dos votos por meio da conferência das cédulas físicas, em sendo caso”, afirma Jair Bolsonaro.
 
TSE x voto impresso
 
O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Henrique Neves e o secretário de Tecnologia da Informação (TI) do Tribunal, Giuseppe Janino, participaram de audiência pública na Câmara dos Deputados que debateu o sistema eletrônico de votação, e a adoção do voto impresso como forma de auditar o resultado das eleições. Tanto o ministro, quanto o secretário de TI da Corte Eleitoral ressaltaram que todas as experiências brasileiras com o voto impresso não foram positivas e que adotar novamente esse mecanismo como meio de auditar o resultado das eleições seria uma volta ao passado, com o retorno da interferência humana no processo eleitoral.
 
O secretário de Tecnologia da Informação (TI) do TSE citou ainda a votação paralela, auditoria que ocorre no mesmo dia e horário das eleições e que também conta com a participação do Ministério Público, da OAB, de representantes dos partidos políticos, além de ser aberta à imprensa e à sociedade civil. 
 
 
 
 
 
 

Fonte: Da redação (Justiça em Foco).

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Comentários

  1. Sandrão Heleno - DF

    Tem mesmo que ser impresso, sem essa de não prestar contas, se o candidato pedir recontagem dos votos as cédulas tem que bater com o resultado, se tem trambique em tudo do governo tem na eleição com certeza. Tem mesmo que ser impresso, sem essa de não prestar contas, se o candidato pedir recontagem dos votos as cédulas tem que bater com o resultado, se tem trambique em tudo do governo tem na eleição com certeza.

  2. Petronilo

    Com o voto impresso os caciques poderão conferir se os votos comprados foram realizados. É um retrocesso. Não há nenhuma prova de fraude nas urnas eletrônicas o que há é uma tentativa de manipulação política das eleições. Concordo com o ministro do TSE.

  3. Cloves Da Letse

    Concordo com o Deputado, parabéns.

  4. Maristela - sampa

    TSE tem razão!!!

  5. Lucas Papagaio (MG)

    Funcionaria como um relógio de ponto. Eu aprovo a iniciativa do deputado federal.

  6. Maria José - Currais Novos/RN

    Assim vamos ficar sabendo quem realmente ganha as eleições.

  7. Carlos Lins - SP

    Parabéns deputado! Grande iniciativa.