Empresas devem ter metodologias para investigar denúncias

  • “O responsável pela apuração, caso não possua conhecimento e ferramentas necessárias para realização das atividades, deve buscar especialistas para os tópicos dos quais não tenha pleno domínio, pois ações inadvertidas podem gerar problemas futuros na condução dos trabalhos”, finaliza Marcelo Forma, sócio-diretor da ICTS Protiviti.
  • Postado dia 25 de Maio de 2015

“Muitas organizações não estão preparadas para enfrentar um processo de apuração de denúncias e cada gestor age de forma intuitiva, na maioria das vezes bem-intencionada mas possivelmente inconsequente”, afirma Marcelo Forma, sócio-diretor da ICTS Protiviti.
 
O executivo ressalta que o processo de apuração deve seguir o rigor da imparcialidade, confidencialidade, metodologia adequada, amparo legal, definição e priorização de objetivos.
 
Para a imparcialidade, o processo de apuração deve ser conduzido apenas por pessoas não relacionadas, de maneira que não haja predisposição na definição das ações investigativas, interpretação tendenciosa das informações e ações de ruptura inadequadas. No aspecto de confidencialidade, a única forma de mantê-la é ter controle sobre as pessoas envolvidas no processo de apuração. Quanto mais pessoas envolvidas, maior a possibilidade de vazamento de informações, além da probabilidade de trazer um potencial “inimigo” para a mesa de discussão.
 
Os responsáveis devem garantir amparo legal para as ações realizadas. “No caso de uma análise de e-mails, por exemplo, as empresas devem realizar previamente uma comunicação adequada aos usuários sobre o uso exclusivamente profissional deste meio de comunicação e a possibilidade de monitoramento das mensagens”, reforça Forma.
 
Na definição e priorização de objetivos, as ações devem ser condizentes com os objetivos esperados. Isto porque, via de regra, os recursos (principalmente financeiros) são limitados e nem todas as ações trazem o resultado desejado. Deve-se estabelecer prioridades, por exemplo, se a empresa deseja recuperar o prejuízo, é melhor investir na identificação de ativos recuperáveis. Esta definição de prioridades ajuda também a evitar que os planos de ação sejam distorcidos, gerando ações prejudiciais aos denunciantes.
 
Contudo, há ressalvas. Existem situações específicas que requerem outros tipos de cuidados, de maneira que é sempre recomendável consultar um especialista no assunto antes de iniciar as ações de verificação.
 
“O responsável pela apuração, caso não possua conhecimento e ferramentas necessárias para realização das atividades, deve buscar especialistas para os tópicos dos quais não tenha pleno domínio, pois ações inadvertidas podem gerar problemas futuros na condução dos trabalhos”, finaliza Forma.
 
Sobre a ICTS Protiviti
 
A ICTS Protiviti é uma empresa de consultoria, auditoria e serviços em gestão de riscos. Possui a mais ampla atuação do mercado de gestão de riscos, auditoria interna, compliance, gestão da ética, prevenção à fraude e gestão da segurança. Oferece uma plataforma de serviços recorrentes de gestão de riscos para a proteção continua dos negócios.
 
A ICTS atende 40% dos 200 maiores grupos empresariais do Brasil (Valor Econômico – Maiores e Melhores 2013).
 
No Brasil, a ICTS representa a Protiviti, empresa global que auxilia empresas a resolver problemas em finanças, tecnologia, operações, governança corporativa, riscos e auditoria interna. Através de sua rede com mais de 70 escritórios em mais de 25 países, a Protiviti atende a mais de 35% da FORTUNE® 1000 e Global® 500.
 
A companhia é liderada pelos sócios Fernando Fleider, Marcelo Forma, Mauricio Fiss, Mauricio Reggio, Raul Silva, Shimon Guigui, Heloisa Macari e Cassiano Machado.

Fonte: Da redação (publicobrasil.com.br), com ADS Comunicação Corporativa.

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