Museu da Justiça inaugura exposição “O Rio de Janeiro continua índio”

  • 200 pesquisadores indígenas se familiarizaram com o uso das melhores tecnologias existentes para filmar, gravar, fotografar, tratar, armazenar e transmitir informações. Documentar é fazer com que os povos indígenas, sobretudo os jovens, saibam dominar essas tecnologias para usá-las autônoma e livremente a serviço de seus interesses e da transmissão de suas línguas e culturas.
  • Postado dia 25 de Maio de 2015

O Museu da Justiça inaugurou nesta segunda-feira, dia 18, a exposição “O Rio de Janeiro continua índio”. Em alusão aos 450 anos da cidade, o Poder Judiciário fluminense pretende destacar a importância cultural, histórica e documental dos primeiros habitantes do nosso território. A exposição conta com 12 painéis que relatam as primeiras tribos indígenas que viviam no Rio. A relação entre o homem branco e o índio; o processo de colonização; a situação dos índios durante o Brasil Imperial; a criação da Funai e a situação indígena na contemporaneidade são alguns dos temas da exposição, que está aberta ao público, no Antigo Palácio da Justiça, até 31 de julho.
 
A mostra também conta com processos que foram restaurados pelos técnicos do Museu da Justiça. São documentos dos séculos XVIII e XIX que registram a utilização de terras fluminenses pelos índios, principalmente na Região dos Lagos. Os documentos comprovam que os brancos poderiam viver em regiões demarcadas e de posse dos índios, desde que pagassem o foro anualmente e cumprissem uma série de regras para revenda da terra.
 
O diretor do Museu da Justiça, Marco Antônio Sampaio, explicou que o Judiciário quer mostrar à sociedade a importância do índio para a história e cultura do Rio.
 
“O termo carioca vem do tupi. Bairros como Ipanema também vieram da língua dos índios. O que queremos apontar é que a cultura indígena está sempre presente no nosso dia a dia, na nossa vida. Os 450 anos da cidade precisam explicitar que quando o Rio foi fundado, as terras já eram habitadas pelos índios, e esse é nosso papel”, afirmou.
 
O diretor do Museu do Índio, José Carlos Levinho, ressaltou a situação dos índios não se deve ser observada apenas pelo passado, mas também pelo panorama atual das populações que vivem em pequenos aldeamentos, sobretudo na região da Costa Verde.
 
“É fundamental que a população conheça a contribuição do índio para a cidade do Rio de Janeiro. A influência está na nossa gastronomia e na própria presença deles, principalmente no litoral Sul do Rio”, comentou.
 
Mostra no Fórum destaca projeto do Museu do Índio
 
Já no térreo (e no 2º andar - Hall dos elevadores) do Fórum Central, outra exposição - “Jeito de fazer memória: novos modos indígenas de documentar língua e cultura” – vai apresentar objetos e peças da cultura indígena. A iniciativa é do Programa de Documentação de Línguas e Culturas Indígenas do Museu do Índio.
 
200 pesquisadores indígenas se familiarizaram com o uso das melhores tecnologias existentes para filmar, gravar, fotografar, tratar, armazenar e transmitir informações. Documentar é fazer com que os povos indígenas, sobretudo os jovens, saibam dominar essas tecnologias para usá-las autônoma e livremente a serviço de seus interesses e da transmissão de suas línguas e culturas.
 
O resultado do trabalho está nas fotos, filmes e nos livros que capturaram narrativas tradicionais e autobiográficas, músicas vocais e instrumentais, glossários enciclopédicos e documentação de rituais, atividades cotidianas e produção de objetos. Estes produtos são devolvidos às aldeias na forma de dossiês usados de diferentes modos na transmissão de saberes, seja nas escolas ou nas conversas em casa ou nos pátios das aldeias.
 
SERVIÇO
 
Visitação: de 19 de maio a 31 de julho
 
Antigo Palácio da Justiça – 3º andar: de segunda a sexta-feira, das 10 às 18h; sábados, das 12 às 17 horas.
 
Fórum Central: de segunda a sexta-feira, das 11 às 18 horas.

Fonte: Da redação (publicobrasil.com.br), com TJRJ.

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