Semana Cultura Viva continua com debates temáticos

  • Aelson da Hora, do Colegiado Setorial de Culturas Populares, esteve presente durantes os debates de quarta e de quinta na Semana Cultura Viva. (Foto de Janine Moraes)
  • Postado dia 12 de Dezembro de 2014

 
Durante a Semana Cultura Viva, realizada na capital federal em comemoração aos 10 anos do Programa Cultura Viva, mestres da cultura popular e representantes do segmento LGBT elogiaram o diálogo direto com o governo. Eles também comemoraram a aprovação, em julho deste ano, da Lei 13.018/2014, que transformou o programa Cultura Viva em política de Estado. As atividades da Semana tiveram início na última segunda-feira (8/12) e seguem até esta sexta-feira (12/12).
 
"Acredito que o encontro foi muito produtivo, as metas estabelecidas foram fruto de bom debate e avaliações", comentou o mestre Aelson Ferreira da Hora, integrante do Colegiado Setorial de Culturas Populares. O colegiado se reuniu na quarta-feira (10/12) e nesta quinta-feira (11/12) para discutir as metas para o Plano Setorial de Culturas Populares até 2020. Ficaram acordadas iniciativas como o mapeamento de grupos e mestres de culturas populares e a abertura de edital de fomento para manutenção dos grupos e manifestações culturais. As metas ainda serão submetidas à consulta pública.
 
José Ronaldo de Menezes, mais conhecido como Mestre Zé Rolinho, morador de Laranjeiras, em Sergipe, também participou da reunião do Colegiado. "O caminho da cultura popular é cheio de arranhos. Se não for bom guerreiro, é engolido pelo sistema. Mas é importante lutar, nós avançamos muito e esses encontros são de suma importância", avaliou. "A lei Cultura Viva é muito positiva, mas é preciso manter a fiscalização, para que seja de fato implantada", completou.
 
Representantes do segmento LGBT também se reuniram nesta quinta-feira para debater o que foi realizado pelo Ministério da Cultura para esse grupo e avaliar propostas para o futuro. Marina Reidel, representante do Conselho Nacional de Combate a Discriminação e Promoção dos Direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (CNCD LGBT), avaliou como positiva a participação.
 
"A pauta LGBT não estava inserida no debate do Conselho Nacional de Cultura. A ideia do comitê era ter um espaço no Ministério da Cultura para discutir o assunto. Por meio do comitê técnico, pleiteamos vaga para esse segmento dentro do Conselho", conta. "Com a lei, vamos provocar ainda mais e cobrar efetivamente que nossa pauta seja regulamentada", completa.

Fonte: Da redação (publicobrasil.com.br), com Ministério da Cultura.

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