TV Brasil Internacional recebeu Prêmio Jornalístico Cartagena +30

  • Postado dia 02 de Dezembro de 2014

A TV Brasil Internacional recebeu hoje (2), em Brasília, o Prêmio Jornalístico Cartagena +30. O prêmio foi concedido pela Agência da Organização das Nações Unidas (ONU) para Refugiados (Acnur). A TV Brasil Internacional, vinculada à Empresa Brasil de Comunicação (EBC), foi premiada pela produção de uma série de reportagens sobre refugiados na América Latina.
 
Parte da equipe responsável pelas reportagens foi receber o prêmio durante a reunião Cartagena +30, que ocorre em Brasília hoje e amanhã (3) e traça novas metas para ajudar e proteger os refugiados, deslocados e apátridas da América Latina e Caribe.
 
À Agência Brasil, o gerente de Programação da TV Brasil Internacional, Max Gonçalves, falou sobre os desafios enfrentados para conseguir as mais variadas histórias de sofrimento e luta de pessoas de várias nacionalidades. “Andar com equipamentos em algumas regiões é complicado. Às vezes os equipamentos de gravação de uma equipe de televisão podem ser, de longe, confundidos com armas. Você precisa estar preparado para isso, identificado para isso e a presença de uma pessoa do Acnur foi importante, porque era como estar na companhia da Cruz Vermelha”, disse.
 
O repórter cinematográfico Rogério Versoza, o produtor executivo Leandro Rolim e o repórter Paulo Leite passaram 20 dias no Equador, na Colômbia, na Nicarágua, além de fazer entrevistas em Brasília e São Paulo, e se depararam com personagens muito sofridos, vítimas de regimes ditatoriais ou perseguidas por grupos criminosos.
 
“Vimos histórias de famílias que foram destruídas, pessoas que perderam a família toda, pais irmãos, filhos. E, ao mesmo tempo, é impressionante você ver que várias dessas pessoas tem muita esperança no futuro”, disse Gonçalves.  “Acho que a comunicação pública tem o compromisso de ajudar as pessoas a abrir a mente para esse tipo de situação. Para nós da EBC, produzir conteúdos que denunciem esse tipo de situação é o mínimo que devemos fazer".
 
Além da série de reportagens, o material captado gerou um documentário, já em exibição na TV Brasil e na TV Brasil Internacional, sobre o tema. Para Gonçalves, mais do que o prêmio, uma grande recompensa é mostrar para o mundo a importância de estimular e reconhecer políticas públicas em prol de personagens como os encontrados.  "No Oriente Médio, na África ou na América Latina, as histórias sempre tem algo em comum: a força bruta sendo usada como instrumento de poder para tirar das pessoas uma casa, uma terra, ou dominar um território. E quem cuida dessas pessoas? O que será feito delas?”, disse.

Fonte: Da redação (Justiça em Foco), com Agência Brasil

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