Finep doa peça de Beatriz Milhazes ao Museu Nacional de Belas Artes

  • Postado dia 17 de Novembro de 2014

Uma mesa de 6,16 metros de comprimento por 1,50 metro de largura, trabalhada pela artista plástica Beatriz Milhazes, em 1994, será doada pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, ao Museu Nacional de Belas Artes (MNBA).
 
Com capacidade para 20 pessoas, a mesa está no 13º andar do antigo edifício-sede da Finep, no Flamengo, zona sul do Rio de Janeiro, e era utilizada pelos membros do conselho da Finep até a transferência recente do órgão para o centro da cidade. Em visita da artista plástica hoje (17), à antiga sede da Finep, constatou-se  que a retirada da peça só poderá ser feita pela janela, com o uso de guindaste, o que deverá ocorrer nos próximos 30 dias.
 
Segundo informou o assessor da presidência da Finep, André Calazans, essa possibilidade será discutida de forma concreta a partir de agora, com pessoal especializado. “A obra, de fato, tem que sair inteira. Isso foi uma constatação que a gente fez. Não há possibilidade de desmontar a peça”, explicou.
 
A transferência completa dos funcionários está programada para até o final deste ano. Como se trata de peça única de Beatriz Milhazesa, conhecida mundialmente, a direção da Finep decidiu torná-la pública. Para isso, optou por doá-la ao MNBA.
 
“Não existe nada parecido [com a mesa] dentro do acervo dela [Beatriz] nem em museus, nem em coleções particulares. Então, chegamos à conclusão que para facilitar o acesso [à obra] pela população, a melhor alternativa seria a gente doar a uma instituição pública, no caso o MNBA, que é uma autarquia vinculada ao Ministério da Cultura”, disse Calazans.
 
O assessor da presidência da Finep lembrou que  a empresa já havia feito uma doação anterior ao museu, de 222 obras de Portinari, cuja exposição foi inaugurada este ano. Acrescentou que é difícil  estimar o valor da obra, justamente por se tratar de peça única. “O principal valor dela é o valor, de fato, cultural, porque Beatriz Milhazes é hoje uma das maiores artistas brasileiras vivas, em termos de acervo valorizado, conhecida internacionalmente. Então, a gente entende que, independente[mente] de qualquer avaliação que possa ser feita, o valor dessa peça, sendo única, é inestimável para a cultura do país, e vai ter o acesso da população a partir de agora”.
 
De acordo com a assessoria de imprensa da Finep, a  mesa não é uma criação usual no acervo de Beatriz Milhazes, que elabora com maior frequência colagens e pinturas. A intervenção da artista ocorreu dentro do projeto Atelier Finep, desenvolvido em parceria com o Paço Imperial - entre  1994 e 2007 -, que incentivava a pesquisa e a investigação de linguagens variadas nas artes plásticas.
 
Beatriz Milhazes nasceu no Rio de Janeiro, em 1960. Com obras expostas em museus de todo o mundo, a artista plástica teve um de seus trabalhos, a tela O Mágico, criada em 2001, vendida por US$ 1,049 milhão, valor ainda não alcançado por nenhum outro artista brasileiro vivo.

Fonte: Da redação (Justiça em Foco), com Agência Brasil

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