Mostra Internacional de Cinema de São Paulo homenageia Pedro Almodóvar

  • Postado dia 11 de Outubro de 2014

Com uma retrospectiva do cineasta Pedro Almodóvar, exposição fotográfica de Luís Buñuel e apresentação da filmografia de Víctor Erice, a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo teve início na última quinta-feira (16) com foco na produção de filmes espanhóis. Dos 331 títulos que serão exibidos no evento este ano, 42 são da Espanha. Entre eles, Hermosa Juventud, de Jaime Rosales, que recebeu menção honrosa do júri ecumênico no Festival de Cannes; Viver é Fácil com os Olhos Fechados, de David Trueba, vencedor de seis Goya (principal premiação do cinema espanhol) e indicado pela Espanha para disputar uma das vagas para o Oscar de melhor filme estrangeiro e As Bruxas de Zugarramurdi, de Álex de la Iglesia, que levou oito prêmios Goya.
 
“Esse foco é acompanhado de um encontro de coprodução entre Brasil e Espanha, com projetos dos dois países procurando coproduções. Isso foi proposto pelo governo da Espanha e a gente aceitou porque o cinema espanhol é muito rico. Convidamos Almodóvar para fazer o pôster [do festival deste ano] e resolvemos também fazer uma retrospectiva dele e de outro grande cineasta espanhol, que é o Victor Erice, que tem poucos longas, mas que chegam à excelência”, disse Renata de Almeida, diretora da mostra.
 
Um dos eventos relacionados à Espanha é a exposição México Fotografado por Luis Buñuel, com 85 fotografias feitas pelo cineasta no México entre os anos 1947 e 1965, e que ocorre na Cinemateca Brasileira a partir do dia 16 de outubro. “São fotos de estudos para locações, quando ele morou na Espanha”, explicou Renata. As fotos, segundo ela, permitem que o visitante reconheça o trabalho de Buñuel, que foi levado ao cinema, e o olhar que ele transferia para suas obras.
 
Como parte do Foco Espanha, a mostra apresentará também cinco clássicos do cinema espanhol que foram restaurados pela Cinemateca daquele país: Falstaff - O Toque da Meia-Noite (1965) produção que Orson Welles filmou na Espanha; Flamenco, de Edgard Neville (1952); A Idade do Ouro (1930) e Um Cão Andaluz (1929), ambos de Luis Buñel; e Frivolinas (1927), de Arturo Carballo.
 
O diretor, produtor, distribuidor e exibidor Marin Karmitz, fundador da MK2 [importante empresa na indústria de cinema na França], também ganhou uma retrospectiva com 30 filmes que serão exibidos no festival. Entre eles, a consagrada Trilogia das Cores, de Krzysztof Kieslowsk, e Ópera do Malandro, de Ruy Guerra. Parte da retrospectiva será apresentada gratuitamente no vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp).
 
A mostra deste ano também apresenta filmes premiados ao redor do mundo como Um Pombo Pousou num Galho Refletindo sobre a Existência, de Roy Andersson, vencedor do Leão de Ouro em Veneza; Winter Sleep, de Nuri Bilge Ceylan, que recebeu a Palma de Ouro em Cannes; e Do que Vem Antes, de Lav Diaz, premiado com o Leopardo de Ouro em Locarno.
 
No Parque Ibirapuera também haverá a exibição gratuita e ao ar livre do filme O Circo, homenagem aos 100 anos do personagem Carlitos, de Charles Chaplin. Antes será exibido o curta Corrida de Automóveis para Meninos (1914), primeira aparição do personagem Carlitos no cinema. O filme e o curta serão exibidos no dia 1º de novembro, na área externa do Auditório Ibirapuera, com acompanhamento da Orquestra Experimental de Repertório da Fundação Theatro Municipal de São Paulo e regência do maestro Carlos Eduardo Moreno. “Esta é uma sessão muito esperada pelo público, em que ele leva até cesta de piquenique. E este ano deve ser bem popular, por ser Chaplin”, falou a diretora.
 
Após sua passagem pela capital, a mostra fará uma itinerância por unidades do Sesc nas cidades de Araraquara, Bauru, Campinas, Piracicaba, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, Santos, São Carlos, São José dos Campos e Sorocaba.  A itinerância ocorre entre os dias 4 de novembro e 7 de dezembro.

Fonte: Da redação (Justiça em Foco), com Agência Brasil

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