Missa do Círio na Justiça Federal reúne magistrados, servidores e terceirizados

  • Postado dia 09 de Outubro de 2014

Magistrados, servidores e funcionários de empresas terceirizadas que prestam serviços na Justiça Federal participaram na tarde desta quinta-feira (09), no auditório da Seção Judiciária, em Belém, de uma missa em Ação de Graças pelo transcurso do Círio de Nossa Senhora de Nazaré, que transcorre neste domingo pelo 222º ano consecutivo.
 
“Não costumo celebrar missas como esta. Mas aceitei o convite que a Justiça Federal me fez, porque considero um fórum de Justiça e um hospital como se fossem uma igreja. No hospital, quando um médico salva uma vida, ele presta um serviço a Deus, mas o hospital é a igreja. Da mesma forma um juiz, quando profere uma sentença justa, também está prestando um serviço a Deus numa igreja, que é o fórum onde ele atua”, disse o padre Plutarco Almeida, da capela de Nossa Senhora de Lourdes, que celebrou a missa acompanhado do músico Harlinton Cunha.
 
Durante a celebração, o Madrigal Vitória-Régia, da Seção Judiciária do Pará, executou sob a regência do maestro Elias Silva as músicas “Ave-Maria”, do compositor austríaco Franz Schubert (1797-1828), e a “Oração pela Família”, do Padre Zezinho.
 
O sacerdote aproveitou o Evangelho em que São João narra o episódio das bodas de Caná da Galileia para ressaltar que a figura materna, afetuosa, carinhosa e terna de Maria, a mãe de Jesus, já despontava àquela altura, há mais de 2 mil anos, num ambiente cultural notoriamente machista, que colocava a mulher sempre em plano inferior.
 
Humanização - “Afinal, muitos se perguntam: mas por que uma mulher na vida de Deus? Por que uma mulher como Maria na vida de Jesus? Porque nosso Deus se humanizou. E nada melhor do que a feminilidade, a ternura e o afeto de uma mulher como Maria para humanizar o nosso Deus. Uma humanização que se expressou pela maternidade de Nossa Senhora”, disse o padre Plutarco.
 
O celebrante classificou o Círio de Nazaré como um fenômeno social, político e religioso único no mundo inteiro, mas ressaltou para que essa apoteose religiosa deve ser aproveitada pelos católicos como uma oportunidade para o crescimento espiritual. “Maria é o caminho maternal, afetuoso, gostoso, mas nossa meta é Jesus Cristo. Que Maria nos ajude a purificar nosso conceito de Deus. E que a festa do Círio em família aumente a nossa fidelidade a Jesus Cristo”, rezou padre Plutarco.
 
Na oração dos féis, lida pela juíza federal Carina Senna, os presentes à celebração pediram pela Igreja Católica, para que seja fortalecida na paz e na esperança; pelos pobres e menos favorecidos, para que não sofram a indiferença e a irresponsabilidade dos que pretendem ser nossos governantes; pelos cristãos, para que tenham um coração como o de Maria: simples, humilde e sincero; e para que o Senhor desperte em cada um a paixão e o zelo por levar o Evangelho a todo o mundo e a vida de oração.

Fonte: Da redação (Justiça em Foco), com TRF1

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