Operação “Pós Stricto Sensu”, da Polícia Federal, na UFRA - Objetivo foi desarticular esquema de fraude na folha de pagamento

  • Postado dia 01 de Outubro de 2014

Objetivo é desarticular um esquema de fraude na folha de pagamento da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA). Desvios representam prejuízo ao erário da ordem de R$ 4 milhões.
A Controladoria-Geral da União (CGU) participou, da Operação “Pós Stricto Sensu”, deflagrada pela Polícia Federal (PF) no estado do Pará. A ação tem por objetivo desarticular um esquema de fraude na folha de pagamento da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA). A investigação foi iniciada a partir de denúncia encaminhada pela área de Gestão de Pessoas da própria instituição.
 
De acordo com as apurações, realizadas neste mês, servidores da Seção Financeira do órgão se aproveitavam da qualidade de operadores do Sistema Integrado de Recursos Humanos do Governo Federal (SIAPE), para realizar inserções indevidas de benefícios nos seus próprios contracheques e de diversos outros funcionários.
 
A CGU constatou que, dos 433 servidores do quadro técnico-administrativo, 250 recebem ou já receberam, nos últimos cinco anos, “Incentivo à Qualificação de Mestrado”, em alíquotas que variam de 5% a 52% dos vencimentos básicos – na maioria dos casos, em parcela superior a que realmente fariam jus. O desvio representa um prejuízo potencial de R$ 3.925.954,23.
 
A Operação, que tem colaboração de oito auditores da CGU, consiste no cumprimento de 14 mandados de condução coercitiva e três mandados de busca e apreensão (na Universidade e em duas residências da região metropolitana de Belém). Os envolvidos serão indiciados nos crimes de peculato; inserção de dados falsos em sistema de informação; e crimes contra a Administração Pública Federal.

Fonte: Da redação (Justiça em Foco), com CGU

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