Observatório Nacional qualifica estudantes na área de astrobiologia

  • Postado dia 09 de Setembro de 2014

Ramo da astronomia que estuda a vida fora da Terra, a astrobiologia é o tema central da 1ª AstrobiON, escola de astrobiologia que o Observatório Nacional promove desde ontem (8), no Rio de Janeiro, e vai até o próximo dia 12 com cursos para estudantes de graduação e de pós-graduação em áreas afins.
 
Esse ramo da ciência  pretende compreender como a vida surgiu na Terra e  tenta buscar indícios de vida em outras esferas do universo. “Na realidade, é uma área multidisciplinar, porque envolve astronomia, tem gente que trabalha com biologia, tem pessoal da geofísica. Todo mundo contribuindo um pouco”, disse hoje (9) o astrônomo Marcelo Borges, do Observatório Nacional, formado em astrofísica estelar.
 
Um dos coordenadores da AstrobiON, ele disse que a área da astrobiologia ganhou força após a descoberta de planetas fora do sistema solar. “Hoje em dia já são mais de mil [planetas]”, comentou. Esta é a primeira escola promovida sobre astrobiologia, no Brasil. Já ocorreram dois encontros nacionais sobre o tema, sendo um no Rio de Janeiro, em 2006, e outro em São Paulo, em 2012.
 
Para Marcelo Borges, a importância da astrobiologia para a ciência pode ser dimensionada pelo entendimento de como a vida surgiu. “É uma coisa que a gente ainda não compreende bem e talvez, olhando para outros planetas, a gente consiga compreender melhor”. Outro papel importante dessa ramificação da astronomia é saber se existe outra forma de vida extraterrena. “Acho que esse é o papel principal porque, no dia em que se confirmar presença de vida fora da Terra vai ser, com certeza, uma grande revolução cientifica”.
 
O astrônomo do Observatório Nacional assegura que, por enquanto, não há confirmação da existência de nenhuma forma de vida fora da Terra, seja vida inteligente ou simples micróbios. Ressaltou, porém, que os pesquisadores acreditam na constatação, em breve, de bactérias, formas de vida bem simples, unicelulares.
 
Mas ainda não se descobriu nada. Existem indícios apenas, disse Borges. Por enquanto, vida fora da Terra só nos filmes de ficção científica.

Fonte: Da redação (Justiça em Foco), com Agência Brasil

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