Municípios do interior fluminense debatem propostas para a cultura

  • Postado dia 22 de Agosto de 2014

Começa hoje (22) à noite, em Vassouras, no centro-sul do estado do Rio, o 1º Encontro de Cultura do Interior, que reunirá representantes de vários municípios fluminenses. Iniciativa de várias lideranças culturais do interior do estado, o evento vai até amanhã (23), na sede do Programa de Integração pela Música de Vassouras.
 
Segundo a coordenadora executiva do programa, Célia Moreira, o objetivo  é “pensar um diagnóstico do que há em termos de cultura no interior do estado, como está sendo tratada a  cultura regional e ver o que pode ser articulado entre as lideranças culturais do interior”.
 
A proposta resultante dos debates sobre temas ligados à produção e à gestão da atividade cultural nos municípios fluminenses será apresentada e discutida durante o evento com os candidatos ao governo do Rio de Janeiro. Célia disse que os organizadores do evento pretendem entregar aos candidatos uma proposta que seja da cultura do interior do estado.
 
Entre os temas ligados à cultura do interior que merecem atenção dos futuros governantes. Célia destacou a manutenção e conservação do patrimônio histórico material e imaterial, o financiamento das atividades do setor, a capacitação dos agentes culturais e alterações na Lei de Incentivo à Cultura, entre outros.
 
Além do Programa de Integração pela Música de Vassouras, participam do encontro Pontos de Cultura de Macaé, Nova Friburgo e Paraty, organizações não governamentais (ONGs), conselhos e secretarias municipais de Cultura e fundações culturais de Angra dos Reis, Quissamã e Barra Mansa, além de representantes do Legislativo de várias cidades fluminenses.
 
A assessora de Fomento e Captação de Recursos da Fundação de Cultura de Angra dos Reis (Fundação Cultuar), Martha Myrrha, destacou “a distribuição e descentralização de recursos e a profissionalização como dois pontos que o interior como um todo considera "muito fortes”.
 
Em Angra dos Reis, situada na Costa Verde do estado, Martha aponta a necessidade de consolidar os instrumentos disponíveis para captação de recursos, que são fundos e lei de incentivo. “Precisamos de melhora nos mecanismos de acesso a verbas, para que o interior consiga ter como participar de melhor distribuição dos recursos. "Porque, sem recursos, a gente não faz política pública”, afirmou.
 
Outra questão levantada por Martha é a preocupação com a formalização do campo cultural, no sentido profissional. “Não só no campo do serviço público, como também nas diversas áreas artísticas”. Angra vem discutindo a realização de mais concursos públicos e a melhoria da informalidade, que Martha considera uma característica ainda muito forte do setor cultural no interior. “Estamos buscando respostas dos candidatos sobre como formalizar e institucionalizar o campo [da cultura]”.

Fonte: Da redação (Justiça em Foco), com Agência Brasil

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