Seminário aborda os cuidados com profissionais dos serviços de acolhimento institucional

  • Postado dia 20 de Agosto de 2014

A Vara Central da Infância e da Juventude do Fórum João Mendes Júnior promoveu hoje (20), em parceria com a Universidade Cruzeiro do Sul, o seminário Cuidando do Cuidador dos Serviços de Acolhimento Institucional da Infância e Juventude. O evento reuniu psicólogos, assistentes sociais, advogados, estudantes, servidores públicos e profissionais dos serviços de acolhimento institucional no Gade 9 de Julho – edifício que abriga gabinetes de desembargadores da Seção de Direito Privado do TJSP – e no auditório da universidade.
         
A abertura do seminário foi realizada pelo coordenador da Coordenadoria da Infância e da Juventude (CIJ) do Tribunal de Justiça, desembargador Eduardo Cortez de Freitas Gouvêa, e a juíza titular da Vara da Infância e da Juventude do Foro Central Cível, Dora Aparecida Martins. Eles explicaram que a ideia de reunir os educadores e cuidadores é aperfeiçoar o instrumental desses profissionais para que desempenhem o ofício da melhor maneira. “Todos que passam pelo setor precisam ter algo a mais, uma humanidade muito grande para se desdobrar e absorver os problemas. A tarefa não é fácil e, na maioria das vezes, vocês são as pessoas mais importantes para essas crianças”, declarou o desembargador.
         
O primeiro painel do encontro abordou a importância dos educadores no serviço de acolhimento institucional e trouxe a presença da psicóloga Yara Sayão, do educador social e mestre em psicologia educacional Nelson Aldá e da professora de psicologia Marcia Regina da Silva.
         
Yara Sayão explicou as principais atribuições do educador em relação à obrigação de cuidar e zelar. “Cuidar no sentido de estar atento às necessidades das crianças e de aprendizagem dela. Não somos mães nem pais, mas o trabalho educativo deve garantir a função materna (carinho, segurança e acolhimento) e a paterna (regras e disciplinas)”, disse. Nelson Aldá esclareceu que “as crianças do acolhimento precisam ter um significado importante na vida de cada cuidador e estes precisam desenvolver a capacidade de acolher integralmente”. Marcia Regina da Silva finalizou a primeira mesa do evento esclarecendo que não existe uma ‘borracha psíquica’ para apagar as cicatrizes das violências nas crianças e nos adolescentes, mas enquanto elas estão sob os cuidados dos educadores, todo contato que houver é significativo.
         
O segundo painel da manhã foi composto pela juíza Dora Aparecida Martins e a psicóloga Isabel Cristina Bueno da Silva, que propiciaram um espaço de debates entre os participantes sobre questões de políticas públicas, como supervisão ao atendimento, e se os valores repassados suprem a necessidade do serviço.
         
À tarde foram realizadas oficinas com educadores e técnicos acerca de discussão de casos envolvendo o cotidiano no abrigo, o trabalho com as famílias e a situação dos trabalhadores de serviços de acolhimento institucional. Ao final do evento, a juíza Dora Aparecida Martins e a professora Marcia Regina da Silva apresentaram os resultados do que foi discutido nos painéis e os participantes receberem certificados.

Fonte: Da redação (Justiça em Foco), com TJSP

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