Programa de Maricá-RJ permite a qualquer cidadão medir emissão de CO2

  • Postado dia 10 de Julho de 2014

O município de Maricá, situado na Região dos Lagos do Estado do Rio de Janeiro, disponibiliza a partir de amanhã (11), no site da prefeitura, um programa pioneiro que ajudará a medir quanto cada cidadão brasileiro emite de gás carbônico por ano. A medida se integra à política nacional de atenuação do aquecimento global, disse à Agência Brasil o secretário municipal de Ambiente, Tiago de Paula. “O município está buscando contribuir para o esforço de atenuar os efeitos do aquecimento global”, segundo ele.
 
O secretário explicou que ao responder às questões apresentadas no programa da internet, o cidadão obtém o cálculo anual de emissão de gás carbônico: “Além de informar a quantidade em quilos de carbono equivalente que ele emite por ano, em número aproximado, o programa também informa quantas árvores ele precisa plantar para compensar o carbono emitido. Com isso, a gente consegue fazer com que o cidadão tenha consciência de qual é a pegada ambiental dele em emissão de carbono e também dá instrumento para ele poder compensar isso”. As mudas de árvores originárias da Mata Atlântica são cedidas gratuitamente pela secretaria.
 
Como o programa vai ficar disponível no site da prefeitura, Tiago de Paula informou que qualquer município, entidade ou pessoa física poderá usá-lo em sua plataforma. “É livre para  ser utilizado. Qualquer um pode aplicar esse trabalho que foi desenvolvido pela secretaria”, sustentou.  O secretário salientou que para uma ideia funcionar, o importante é que ela seja replicável. Ou seja, que possa ocorrer em outros lugares também. A Secretaria de Ambiente de Maricá está à disposição para ajudar administrações municipais e pessoas físicas e jurídicas que queiram adotar o programa.
 
A Política Municipal de Atenuação do Aquecimento Global foi criada pela prefeitura de Maricá e está integrada à Lei Orgânica da cidade, aprovada em junho deste ano. Dentro dessa política, algumas iniciativas consideradas ecologicamente corretas já estão em execução. Uma delas é o projeto Maricá + Verde, que envolve ações de arborização nas áreas urbanas e rurais. Em especial nas beiras de rios.
 
Outra ação coloca em prática o banco de áreas verdes nas Áreas de Preservação Permanente (APP) do município. A prefeitura ajuda os proprietários a recuperar áreas degradadas em suas terras por meio do plantio de mudas nativas da Mata Atlântica, e os donos dos terrenos se comprometem a conservar a região preservada. “Assim, ele consegue legalizar a propriedade rural. É o que a gente chama de banco de áreas. Isso é relevante para a recuperação da flora e da fauna, e dá uma contribuição também na questão do aquecimento global. Nessas áreas, que hoje são pastos abandonados ou têm outros tipos de utilização, a gente consegue retirar carbono da atmosfera ao ampliar as áreas florestais do município”, acrescentou.
 
Outra preocupação é a eliminação de pontos críticos do passivo ambiental, como é o caso da remediação do antigo aterro municipal, fechado no ano passado. O aterro contribui para a emissão de gases do efeito estufa, porque a decomposição dos materiais ali depositados gera metano. A Secretaria de Ambiente pretende remediar o aterro por meio da captação do gás e recuperação do solo. A ideia é devolver aquela área à população, possivelmente como parque, revelou, e acrescentou que “ao recuperar o aterro, a gente para de emitir gases de efeito estufa”.
 
Tiago de Paula disse que outras iniciativas estão em curso na prefeitura. Em um esforço conjunto de diversas secretarias, estão sendo executadas ciclovias na cidade, e os ônibus públicos passarão a circular com biodiesel e outros combustíveis menos poluentes que a gasolina e o diesel.

Fonte: Da redação (Justiça em Foco), com Agência Brasil

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