Festival do Rio tem saldo positivo, apesar dos problemas causados pelas manifestações, diz diretora

  • Postado dia 11 de Outubro de 2013

Rio de Janeiro – A edição deste ano do Festival do Rio teve um saldo positivo, apesar das circunstâncias externas, como as mudanças na programação provocadas pelos confrontos entre manifestantes e a Polícia Militar, nas proximidades do Cine Odeon Petrobras, na Cinelândia, centro do Rio. A avaliação é da diretora de Comunicação e Marketing e integrante do Conselho Diretor do festival, Vilma Lustosa. “A gente teve que transferir sessões do Odeon para outros cinemas, mas o rápido entendimento do exibidor que nos acolheu e o processamento, nos ajudaram a não colocar em questão a programação do festival. Essa é a avaliação dos cineastas que eu ouvi”, disse.

Para Vilma Lustosa, este foi um ano atípico, mas nas outras partes do circuito, o evento foi bem recebido, registrou forte presença de público, teve seminários e debates que contaram com grandes apresentações e número significativo de visitantes. Outro destaque, na opinião dela, foi a inovação com a criação do RioMarket Jovem, que capacitou jovens de comunidades pobres do na área de audiovisual, com palestras eworkshops no Armazém da Utopia, sede do festival, na zona portuária da cidade.

“Acho que o festival teve uma edição muito bem-sucedida. Houve turbulências extras que a gente não estava acostumada. A gente não vivia isso no Rio de Janeiro, mas por ele ter uma estrutura solidificada, ter o acolhimento do público, dos cineastas e do audiovisual como um todo, a gente conseguiu, nesta vibração, fazer as mudanças necessárias e ao mesmo tempo ainda sair com um saldo muito positivo”, analisou.

Vilma Lustosa lembrou que o público que não teve condição de assistir a alguns filmes das mostras ainda tem possibilidade de ver produções que serão exibidas na repescagem que começa após o fim do evento. “Isso é uma tradição no festival. A gente pega filmes de destaque e fazer sessões de repescagem durante uma semana, e elas começam amanhã (11). É mais uma chance para o público que não conseguiu ver algum o filme poder ir”, disse.

Para a diretora, a edição de 2013 tem ainda mais um fator positivo, fez a sessão de gala de encerramento ontem (9), com uma superprodução brasileira, o filme Serra Pelada, depois de ter feito a abertura do festival com a grande produção Amazônia-Planeta Verde. “Desta vez nós tivemos a sorte de abrir com Amazônia e encerrar com Serra Pelada, duas superproduções. Acho que Serra Pelada vai ter uma boa carreira, e nós tivemos muita sorte de contar com esse filme, em caráter inédito, na sessão de gala do encerramento [do festival]”, declarou.

Fonte: Da redação (Justiça em Foco), com ABr./Cristina Indio do Brasil

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